Arrecadação da Receita cresce 25%
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quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Agência Estado Brasília 
A privatização da concessão de serviços de telecomunicações garantiu um novo recorde de arrecadação da Secretaria da Receita Federal. O secretário Everardo Maciel contabilizou um ingresso de R$ 9,95 bilhões nos cofres públicos em agosto, um ganho real (descontada a inflação) de 25,61% em relação ao mesmo mês do ano passado. O caixa de agosto foi reforçado com os R$ 1,381 bilhão da venda de concessões de serviços públicos e R$ 581 milhões da Cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
No período de janeiro a agosto, a arrecadação atingiu R$
73,38 bilhões, um aumento real (descontada a inflação) de 9,9% sobre o mesmo período do ano passado. O principal fator deste ganho de receita foi a entrada em vigor da CPMF, comentou a secretária-adjunta da Receita, Lytha Spíndola. A cobrança da CPMF nos primeiros oito meses já rendeu ao governo R$ 4,2 bilhões e pode atingir cerca de R$ 6,5 bilhões até o final do ano, apenas se for mantida uma arrecadação mensal de cerca de R$ 600 milhões mensais.
Spíndola explicitou a participação da CPMF e dos ganhos do
programa da privatização no bom desempenho do recolhimento de tributos federais e reconheceu o impacto favorável que têm provocado sobre o caixa do Tesouro Nacional. Segundo Spíndola, se fosse excluído do total arrecadado em agosto o dinheiro da privatização o aumento de receita cairia para 8,2% em termos reais.
E, se nessa conta, também se retirasse o ganho proporcionado pela CPMF, a receita de agosto seria apenas 0,8% superior à de igual mês do ano passado. Ou seja, a arrecadação cairia dos R$ 9,95 bilhões para R$ 7,99 bilhões, um pouco maior em relação aos R$ 7,92 bilhões de agosto de 1996. A análise do comportamento dos impostos federais também evidencia um ganho acima da variação da inflação na arrecadação, embora em valor nominal nenhum deles supere o que o governo arrecadou com a CPMF.


