A arrecadação dos impostos e contribuições federais administrados pela Secretaria da Receita Federal atingiu R$ 8,599 bilhões no mês de junho, segundo anunciou ontem a secretária-adjunta Lytha Spindola. Na primeira metade do ano, o recolhimento de tributos já somou R$ 53,571 bilhões, o que representou um crescimento real de 5,99%. Essa elevação se deve quase que totalmente à Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), que não existia no ano passado. Sem ela, o crescimento real teria sido da ordem de 1%.
‘‘A Receita é favorável à prorrogação da cobrança da CPMF’’, afirmou Lytha. ‘‘Há uma equipe do governo em processo de negociação com o Congresso Nacional para propor a prorrogação.’’ Ela explicou que a emenda constitucional que criou a CPMF já prevê a possibilidade de estender o prazo de sua vigência até janeiro de 1999. Pela regra atual, a cobrança da CPMF vai até o dia 23 de fevereiro de 1998.
O desempenho do tributo, que começou a ser cobrado em janeiro deste ano, surpreendeu os técnicos da Receita. As estimativas iniciais eram de que, no período de 13 meses de vigência do tributo, seriam arrecadados R$ 5,2 bilhões. Porém, o número já foi recalculado em R$ 6,6 bilhões.

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