Arrecadação cresce 15,64% no semestre em Londrina
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
A região de Londrina arrecadou no primeiro semestre R$ 1,846 bilhão em impostos e contribuições federais, aumento real de 15,64% em relação ao mesmo período de 2009, quando os valores somaram R$ 1,518 bilhão. Os dados foram divulgados ontem pela Delegacia da Receita Federal de Londrina, que compreende 63 municípios. No Paraná, o volume recolhido de janeiro a junho (R$ 17,581 bilhões) foi 17,83% superior ao registrado nos primeiros seis meses do ano passado (R$ 14,192 bilhões).
Em junho, o crescimento da arrecadação em Londrina foi de 12,74% na comparação com igual período do ano passado, saltando de R$ 239 milhões (em 2009) para R$ 282 milhões (em 2010). No Estado, fazendo a mesma comparação, o volume recolhido teve um aumento de 18,31% em junho, passando de R$ 2,352 bilhões para R$ 2,917 bilhões. Os índices de aumento são acima da média nacional. Conforme dados divulgados anteontem pela Receita Federal, a arrecadação no Brasil no primeiro semestre bateu a marca recorde de R$ 379,491 bilhões, crescimento de 12,48% em relação ao primeiro semestre de 2009. Em junho, os valores somaram R$ 61,488 bilhões, aumento de 8,54% sobre junho do ano passado.
No caso da região de Londrina, o delegado da Receita Federal, Sérgio Gomes Nunes, analisa que o bom desempenho da arrecadação é resultado de vários fatores, incluindo o crescimento do faturamento e do lucro das empresas da região, a recuperação dos sinais da crise financeira mundial e as ações de fiscalização aliadas à sistemática de cobrança da Receita Federal.
''Embora Londrina tenha sentido menos a crise do que o Paraná e o Brasil, em fevereiro e em março de 2009 houve uma queda significativa na arrecadação da região, isso teve influência sobre o crescimento alto no montante do semestre de 2010 na comparação com o ano passado'', observa Sérgio Nunes. Para o segundo semestre, embora aposte em crescimento do volume recolhido em relação ao ano passado, o delegado afirma que os índices não devem chegar aos patamares registrados até junho. A justificativa é que no segundo semestre de 2009, os sinais da crise já haviam passado.


