Brasília - A sociedade nunca pagou tanto em impostos e contribuições federais como no primeiro semestre deste ano. De acordo com a Receita Federal do Brasil, a arrecadação somou, entre janeiro e junho, R$ 282,433 bilhões, incluindo as contribuições previdenciárias. Levando em conta a inflação do período, o valor chega a R$ 284,522 bilhões, montante 10,02% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
De acordo com a Receita, o crescimento deve-se principalmente a maior arrecadação das pessoas jurídicas no primeiro trimestre, depósitos administrativos e judiciais e da retomada do recolhimento por parte das instituições financeiras.
No caso da pessoa física, o aumento na arrecadação do IR ocorreu principalmente no item referente ao ganho de capital na venda de bens. No caso da Cofins, o aumento foi consequência, principalmente, da fabricação de veículos e do comércio.
Outro destaque da arrecadação no semestre é o recolhimento do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculados às importações. Eles cresceram, respectivamente, 17,45% e 21,4%. O IPI de automóveis apresentou uma elevação de 10,14% e o incidente sobre os demais produtos, 15,96%. Já as contribuições previdenciárias somaram R$ 70,160 bilhões, valor 11,46% superior ao do mesmo período do ano passado.
No mês passado, o recolhimento de impostos e contribuições somou R$ 49,079 bilhões, valor recorde para meses de junho. O crescimento real (já descontada a inflação) é de 5,93% em relação a junho de 2006.
Em 2006, a arrecadação foi de R$ 541,055 bilhões (já corrigido pela inflação), o maior valor já registrado. Todos os meses foram recordes em relação aos mesmos meses de anos anteriores.

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