Arrecadação bate recorde e atinge R$ 1,6 trilhão
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de dezembro de 2013
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Recorde ano após ano. Quando chega o momento de contabilizar quanto o brasileiro pagou de imposto, não há dúvidas de que os números do passado sempre serão superados. E hoje, de acordo com dados do Impostômetro ferramenta criada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) - pela primeira vez a marca de R$ 1,6 trilhão em tributos será alcançada no País, crescimento de 6,66% em comparativo à mesma data de 2012. A conta até o final do ano, segundo projeção, deve fechar em R$ 1,64 trilhão, alta de 5,80%.
No Paraná, não é diferente. Hoje o Impostômetro computa uma arrecadação de 20,3 bilhões no Estado, contra R$ 18,6 bilhões no mesmo período anterior, uma alta de 9,13%. Até o dia 31 de dezembro será alcançada a marca de R$ 21,05 bilhões, elevação de 9,23% frente aos R$ 19,27 bilhões computados em 2012. Na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba, é possível ver os números da arrecadação através da ferramenta. Em Londrina, 2013 deve fechar com arrecadação de R$ 1,08 bilhão, alta de 5%.
De acordo com o coordenador do Conselho de Tributação e Finanças da ACP, Airton Hack, é importante dizer que as alíquotas não subiram, nem novos impostos foram criados. O aumento da arrecadação, segundo ele, está ligado diretamente à eficiência do fisco, graças aos novos sistemas informatizados e pessoas competentes contratadas, e também ao esforço de tirar os pequenos empreendedores da informalidade. "Até algumas desonerações aconteceram, mas a arrecadação continua aumentando mais que o PIB nacional", explica.
Para o ano que vem, o pente fino será ainda maior com o trabalho do E-social (registro eletrônico de toda a vida financeira dos empregados de uma empresa) e o aumento cada vez mais significativo da utilização da nota fiscal eletrônica. "Essa eficiência faz com que 36,42% de tudo que produzimos no País seja direcionado para a arrecadação. Na China, esse número é de 20%, na Índia 13% e na África do Sul 18%. A grande questão é como esse dinheiro arrecadado retorna para a população", indaga Hack.
Mais de 50% do que é arrecadado vai para a União, 24% fica nos estados e 5,5% nos municípios. Para o coordenador da ACP, o brasileiro ainda não tem muita noção de quanto ele entrega aos cofres do governo. "Isso vai melhorar a partir de junho do ano que vem, quando os empresários forem obrigados a colocar nas notas quanto de imposto existe nos produtos. Talvez isso aumente a conscientização dos brasileiros".



