Arrastão fecha 12 fábricas na região de Curitiba
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O ''arrastão'' de greves coordenado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba fechou ontem 12 fábricas em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba . Cerca de 4 mil trabalhadores ficaram de braços cruzados nas indústrias Metaltypo, Magius, Franzoi, Latal, Radiadores Marechal, Lumicenter, Metalus, Trivisan, Igasa, Lufer, Mecanotécnica e Atra. As três últimas companhias aceitaram negociar acordo individual com o sindicato. O ato faz parte da campanha salarial 2006.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão aumento salarial de 5% aplicado em fevereiro de 2007, abono no valor de 12% do salário pago em dezembro de 2006 e aumento de 7% nos pisos salariais. O Sindimetal, sindicato patronal, ofereceu aumento salarial de 5% aplicado em fevereiro de 2007, abono no valor de 10% do salário pago em dezembro de 2006, aumento de 5% nos pisos salariais de empresas com até 60 funcionários e 7% nas indústrias com mais de 60.
Diante do impasse, a mobilização vai continuar hoje a partir das 4 horas da manhã. O local da manifestação só será definido na madrugada de hoje minutos antes do início da paralisação. O sindicato pretende realizar o arrastão de greves em um ponto da Região Metropolitana de Curitiba. As principais regiões são Campo Largo, Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Pinhais, Araucária e São José dos Pinhais.
A data-base dos metalúrgicos é em dezembro. A campanha salarial de 2006 envolve 30 mil trabalhadores de 3.696 indústrias sendo que, cerca de 90% deles estão nas 60 maiores empresas. Foram realizadas 22 greves e paralisações nos últimos dias, envolvendo 15 mil trabalhadores. Até agora, o Sindicato dos Metalúrgicos já fechou 21 acordos coletivos de trabalho, com propostas superiores a do sindicato patronal. O Sindicato dos Metalúrgicos também está negociando individualmente com mais 31 companhias. Mais de 13 mil trabalhadores foram beneficiados pelos acordos fechados. ''Alguns chegam a 10% de aumento salarial. Na negociação individual, avança-se bem mais do que na coletiva'', explica Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.


