Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às montadoras de veículos e fabricantes de autopeças do País caíram pela metade em janeiro deste ano. Os desembolsos totalizaram R$ 63 milhões, ante R$ 149 milhões em janeiro de 2001, uma queda de 57,7%.
A diminuição dos investimentos em infra-estrutura, motivada pela existência de um parque automotivo brasileiro com ociosidade superior a 40%, é um dos fatores que explicam a queda no total de desembolsos do banco para o setor. ‘‘Os novos investimentos estão sendo feitos em produtos, já que o País não precisa mais de fábricas’’, afirmou o analista da Roland Berger Strategy Consultants, Corrado Capellano.
Em sua opinião, serão raros os investimentos em novas unidades industriais nos próximos quatro ou cinco anos. A capacidade instalada hoje é de aproximadamente 3,2 milhões de veículos, para uma produção de 1,8 milhão de unidades.
A maior concentração de recursos aplicados no Brasil ocorreu entre os anos de 1996 e 2000, quando a indústria automotiva investiu uma média de quase US$ 3 bilhões por ano no País, considerando também recursos externos. No triênio 2001-2003, o setor dever á absorver recursos de US$ 6,8 bilhões, uma média de US$ 2,2 bilhões por ano, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
As exportações também são um dos segmentos contemplados pelo BNDES. Na segunda quinzena de fevereiro, o banco liberou US$ 23 milhões para a DaimlerChrysler e a Busscar, que vão exportar 160 ônibus articulados para a empresa da Colômbia SI-99.

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