Arquiteto já escolheu sua urna
O arquiteto e diretor da fundação cultural de Ibiporã, Júlio Dutra, 40 anos, já escolheu sua urna funerária. Ainda não comprei, nem fui lá tirar medida. Mas já disse para a Irani (Irani Gianjacomo) e para a minha esposa que eu quero um modelo de luxo na cor preta, brinca Dutra.
Ele conta que decidiu qual seria o modelo do caixão quando Irani o procurou, há quase 10 anos, para mostrar seus projetos. Segundo o arquiteto, ela precisava de uma opinião, queria saber o que ele achava dos modelos de urnas que estava pensando em fabricar. Ela tinha medo que as pessoas fossem achar que era louca de fazer um produto daquele. Mas eu achei o trabalho proposto muito bonito. Não acho isso mórbido. Na verdade, a morte é a única certeza que a gente tem na vida e por que não pensar nisso com carinho? questiona Dutra.
Ele observa que se todo mundo tratasse a atividade de fabricar urnas funerárias com mais carinho e atenção, talvez a forma das pessoas encarar a morte fosse diferente. Convivemos com isso (a morte) todo dia, mas não podemos banalizar. E esse trabalho feito pela Irani é bonito e representa um cuidado maior com um momento tão difícil como é o velório, comenta.
Dutra ainda acrescenta que quem morreu não está sentindo mais nada e não pode escolher o caixão. Mas quem está ali é uma pessoa e para a família é importante oferecer algo melhor, é até confortante, observa. O arquiteto afirma que essas urnas fabricadas pela Soft Line com certeza deixam o velório mais chique. Não é uma urna qualquer. Trata-se de um produto bem pensado, um trabalho novo, diferenciado e artesanal, completa. (E.Z.)





