O projeto arquitetônico do Complexo Marco Zero, que será construído no terreno da antiga Anderson Clayton, localizado na Zona Leste de Londrina, foi apresentado ontem à tarde para a imprensa pelo diretor do escritório paulista Edo Rocha Espaços Corporativos, Edo Rocha. O empreendimento englobará um shopping, um hotel, um centro de convenções, o Teatro Municipal e ainda edifícios residenciais.
Conforme divulgado pela Folha, há duas semanas, o empreendimento envolverá recursos na ordem de R$ 360 milhões. O complexo terá como âncora o shopping, que será administrado pelo grupo Sonae Sierra e sozinho vai consumir investimentos em torno de R$ 140 milhões. Os detalhes do projeto do shopping e as principais lojas do espaço serão divulgados em 60 dias.
''O projeto do Marco Zero será inovador, uma nova forma de ver a arquitetura, de ver um espaço, de ver o lazer. Será referência'', avaliou Rocha, responsável pelo projeto. A área principal do complexo será a praça - um boulevard - a qual servirá para a integração de todos os elementos do espaço Marco Zero, mas principalmente do público visitante. ''Queremos valorizar a integração das pessoas com o lugar, o meio ambiente. Essa praça será como uma rua, um parque'', descreveu. O espaço privilegiará as áreas verdes e vai contar com bares e restaurantes.
Todo o desenvolvimento do projeto será pautado em ações que visam o cuidado com o meio ambiente. Entre elas, captação de água de chuva, recuperação da água, tratamento da água de esgoto e utilização da energia solar (principalmente para os mecanismos de ar-condicionado). ''Queremos construir prédios auto-suficientes, um bairro auto-suficiente, sempre respeitando o meio ambiente'', acrescentou Rocha.
De acordo com ele, o projeto é embrionário e ainda poderá sofrer algumas alterações durante sua aplicação. As primeiras fases da obra - a praça e o shopping - devem ser entregues em abril de 2009. ''Mas não dá para falar com exatidão, diante de um projeto dessa magnitude, quando tudo estará pornto'', frisou. O Complexo Marco Zero envolve uma área de 260 mil metros quadrados: o espaço da praça, 80 mil do terreno do shopping, 20 do Teatro Municipal, 39 mil do Marco Zero - esse dois últimos foram doados para a prefeitura Municipal - e quase 90 mil para projetos que estão sendo definidos.
Para Raul Fulgêncio, empresário e gestor do Grupo Marco Zero, como foi batizado o grupo de empreendedores que comprou a área da Antiga Anderson Clayton, o projeto arquitetônico ficou melhor do que o esperado. ''É um projeto à altura do imaginávamos para a área'', completou. Segundo ele, o grupo contratou um escritório de arquitetura que tivesse uma visão ampla para desenvolver o projeto. O Edo Rocha, com sede em São Paulo, já desenvolveu projetos para grandes empresas como a Pirelli, a Tim e o Banco Itaú.

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