Curitiba A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) está oferecendo sua estrutura de armazenagem em Ponta Grossa e Cambé para receber a safra de grãos do Paraná, antes de ser enviada para o Porto de Paranguá. A medida visa evitar o acúmulo de caminhões que formam filas ao longo da BR-277, durante o período de colheita, que se inicia em fevereiro.

A estrutura pública está sendo disponibilizada para funcionar como ''pulmão'', com a função de liberar a carga somente quando o porto der o sinal verde para que a produção possa ser escoada até Paranaguá. O terminal da Conab de Ponta Grossa tem capacidade estática para abrigar 420 mil toneladas de grãos e o armazém de Cambé pode receber 25 mil t de grãos.

A ocupação dos armazéns da Conab está sendo negociada pela empresa ferroviária América Latina Logística (ALL), com a administração do Porto de Paranaguá e com as empresas exportadoras. A Conab alega que o custo de armazenagem em Ponta Grossa é bem inferior ao de Paranaguá. No ano passado formaram-se filas de até 100 quilômetros diante do acúmulo de produtos que eram destinados ao porto.

O diretor do porto, Lourenço Fregonese, alegou que por falta de estrutura de armazenagem no Interior, os produtores colocaram a produção nos caminhões e enviaram para Paranaguá. Com isso, as carretas funcionaram como armazéns ambulantes.

Este ano, a preocupação é evitar a repetição do uso excessivo do transporte rodoviário. A sugestão da Conab é que as empresas exportadoras reúnam a produção em Ponta Grossa e a partir daí, ela pode ser enviada via ferrovia para Paranaguá. A vantagem é que os armazéns de Ponta Grossa e Cambé têm conexão com os ramais ferroviários, explicou João Arcizio Zen, gerente da unidade da Conab em Ponta Grossa. Outra vantagem para as exportadoras é que o custo da operação de transbordo de caminhão para vagão ficará bem mais barato.

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