Curitiba As cooperativas das regiões oeste e noroeste do Paraná estão com seus armazéns lotados. As últimas safras foram abundantes e o produtor está escalonando as vendas. A soja e o milho da safra 2002/2003 ainda não foram totalmente escoados e o milho safrinha (da segunda safra) já está sendo colhido, o que pressiona ainda mais por armazenagem adequada. A expectativa é que a situação pode se agravar com o início da colheita do trigo previsto para este mês.
Conforme levantamento da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Paraná tem uma capacidade de armazenamento de 17 milhões de toneladas, sendo que desse total 45% estão ocupados.
Para liberar espaço em seus armazéns, as cooperativas estão inovando com uma nova modalidade de comercialização, que são ''as vendas a fixar''. Para o assessor econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, através desse sistema as cooperativas estão se antecipando e vendem a produção antes do produtor autorizar a venda, e deixam para fixar o preço na hora que o produtor libera o produto para ser comercializado.
As cooperativas estão adotando esse sistema principalmente com o milho que está ocupando lugar nos armazéns. As cooperativas estão tirando o produto do Paraná e transferindo para a região oeste de Santa Catarina, que tem demanda, e também para os armazéns instalados nos terminais do Porto de Paranaguá, em função da expectativa da retomada das exportações.
Com a melhora do câmbio, as exportações de milho voltam a ficar atraentes e as cooperativas estão apostando nessa alternativa como canal de escoamento da superprodução de milho no Paraná, que deve totalizar uma colheita de 13,3 milhões de toneladas este ano, entre a primeira e segunda safra.
Segundo Mafioletti, as cooperativas estão prevendo a retomada das exportações neste segundo semestre. A expectativa é que sejam exportados de 3,5 milhões a 4 milhões de toneladas de milho até o final este ano. No primeiro semestre foram exportados 1,2 milhão de toneladas.
Segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), existe espaço disponível nos armazéns da estatal no Paraná em quase todas as regiões. Só no armazém da Conab em Ponta Grossa, com capacidade para 420 mil toneladas, estão disponíveis 260 mil toneladas para receber a produção, informou o superintendente da Conab no Paraná, Jorge Argemiro Dias.

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