Armazéns da Conab no interior são vistoriados
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quarta-feira, 21 de abril de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está promovendo mais uma etapa de fiscalização de seus estoques de alimentos nos armazéns credenciados pelo órgão. No Paraná, os fiscais já estão a campo há três dias e eles têm a missão de verificar volumes e as condições de armazenagem dos produtos.
Caso encontrem irregularidades, os responsáveis pelos armazéns que são enquadrados como fiéis depositários vão responder a queixa-crime e serão submetidos a punições severas.
Durante aproximadamente dez dias, os fiscais vão vistoriar 100 armazéns em 60 municípios do Estado. Serão verificadas as condições de estocagem de 83 mil toneladas de trigo, 400 mil toneladas de milho e 125 mil sacas de café.
No País serão vistoriados 209 armazéns em 110 municípios de quatro estados. Ao todo, 20 fiscais da empresa verificarão a quantidade e a qualidade dos produtos armazenados. Além do Paraná, estão sendo vistoriados os estoques públicos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Nesses estados, a Conab possui 980,5 mil toneladas de milho; 83,3 mil toneladas de trigo, 16 mil toneladas de café; 6,2 mil toneladas de arroz; 1,8 mil toneladas de algodão; 684 toneladas de sorgo e 200 toneladas de feijão.
De acordo com o superintendente da Conab no Paraná, Jorge Argemiro Dias, há cerca de três anos e meio não há mais problemas de desvios de alimentos no Estado, como ocorria no passado. Na sua avaliação houve uma moralização na política de estoques do País. Ele atribui esse controle às constantes fiscalizações promovidas pelo órgão e as punições que agora estão desvinculadas das influências políticas.
Dias lembrou que no passado, em muitos dos desvios de estoques ocorridos os responsáveis não eram acionados ou então não era dada sequência aos processos que sempre barrava no pedido de algum político. Quando é detectada alguma irregularidade, a Conab notifica a unidade, concedendo-lhe prazo para solucionar o problema. Na comprovação das perdas e faltas dos estoques governamentais, ocorridas durante a armazenagem, além da notificação da cobrança para liquidação dos débitos em até 15 dias, os armazéns serão descredenciados. Em casos de desvios comprovados, serão formalizadas notícias-crime junto à Polícia Federal (PF).


