Argumento para acordo foi o saneamento
O compartilhamento de aeronaves entre Varig e TAM começou no início do ano passado, sob o argumento de promover o saneamento operacional e administrativo das duas companhias. A ação, segundo as empresas, proporcionaria redução de custos com manutenção de aeronaves e combustível, além de melhor ocupação dos aviões. A intenção era evoluir para uma futura fusão entre as empresas. Essa etapa, no entanto, foi substituída em março deste ano pela idéia de criar uma empresa gestora que coordenaria as operações de code share, mantendo ativos da TAM e Varig separados. A fusão, no entanto, não foi totalmente descartada pelas companhias no futuro.
O acordo preventivo com o Cade, que garante uma autorização temporária dos órgãos de defesa da concorrência às operações compartilhadas, determina autonomia das duas empresas nas decisões comerciais, como forma de manter a livre competição. A Seae constatou, no entanto, que desde o início do code share houve redução de vôos lucrativos e aumento das margens de lucro das empresas, a partir da diminuição artificial de oferta de assentos e elevação das tarifas. (Agência Estado)





