Argentinos temem 'impacto forte'
A característica já não é de uma minidesvalorização, é uma devalorização para valer!. Esta foi a expressão do ex-ministro da Indústria e Comércio Exterior, o economista Roberto Lavagna, quando foi informado pela Agência Estado sobre a liberação da banda cambial no Brasil.
Lavagna afirmou que o impacto na Argentina será forte. Segundo o economista, na quinta-feira, poucas horas antes desta medida, um grupo de influentes empresários argentinos discutiram a adoção de medidas de proteção para a indústria argentina. Eles começaram a pensar em restrições voluntárias para as importações brasileiras, explicou.
Com uma mudança de paridade desa natureza, a competitividade relativa altera-se muito favoravelmente às empresas brasileiras. Como um mecanismo transitório, pensavam em realizar um regime de restrição voluntária de importação, disse Lavagna. Isso seria aplicado para as importações que tenham um impacto maior na Argentina, explicou o ex-ministro, que disse que um sistema similar foi utilizado pela Europa contra Japão e Estados Unidos no passado.
Esta é minha recomendação, mas há alguns que falam sobre medidas mais drásticas como colocar taxas alfandegárias. Mas isto seria dar marcha à ré no Mercosul.
Segundo o ex-ministro, grupos empresariais que pregam o fim do Mercosul depois destes acontecimentos ganharão muita força e se não mostrarmos que há um mecanismo possível de contenção, eles imporão seu critério.
Sobre as especulações de que o Brasil poderia aplicar um sistema de conversibilidade similar ao da Argentina, Lavagna afirmou que isso será impossível se o Brasil não reconverter sua dívida.Daniel Luna/France PresseEfeito caipirinhaArgentino acompanha noticiário sobre o Brasil: apreensão com a desvalorização do realAriel Palácios
Agência Estado





