O Centro Açucareiro Argentino divulgou matéria paga na imprensa argentina acusando o Brasil de subsidiar a produção de açúcar e reivindicando a manutenção da proteção do mercado interno.
O anúncio foi veiculado no jornal ‘‘Clarín , o de maior circulação no país, e no jornal ‘‘El Cronista , um dos dois mais importantes jornais de
negócios do país. Na nota, o centro acusa o governo brasileiro de conceder subsídios de US$ 175 por tonelada de açúcar, por meio do Proálcool. Fontes diplomáticas brasileiras afirmaram que a pressão da indústria para manter a proteção é legítima, mas esperam que o governo argentino não ceda aos argumentos protecionistas.
Segundo diplomatas brasileiros, a posição divulgada na nota é de um órgão privado do país e não significa que o governo argentino esteja de acordo. A diplomacia brasileira, no entanto, afirma que a produção do açúcar
brasileiro não é favorecida com subsídios.
No mês passado, o Ministério de Economia argentino anunciou redução de 10% na tarifa de importação do açúcar, que estava na época em 23%.
Segundo cálculos da Cipa (Câmara da Indústria de Produtos Alimentícios), o açúcar brasileiro arca com impostos de 80% para entrar na Argentina. A
Cipa reclama que a proteção à indústria açucareira local encarece a
produção de alimentos na Argentina. Segundo a Cipa, o produtor no Brasil paga US$ 0,09 por quilo de açúcar; o argentino, US$ 0,30. Está marcada para este mês uma reunião entre as diplomacias argentina e a brasileira para discutir uma maior flexibilização do mercado de açúcar no Mercosul.

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