Argentinos podem comprar Chapecó
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quarta-feira, 15 de abril de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoEsperançaNotícia sobre venda do frigorífico dissolve manifestação e renova esperança dos avicultoresO grupo argentino Macri confirmou ontem ter formalizado proposta para compra do patrimônio do grupo Chapecó em Cascavel . A informação resultou na desocupação do Banco do Brasil, interditada desde a terça-feira por avicultores que exigem a reabertura do frigorífico, parado há quatro meses.
A Associação dos Avicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná (Avios) lidera a mobilização, iniciada no dia 6 com acampamento na frente do frigorífico, para onde os produtores retornaram ontem à tarde, após a desocupação do BB. O presidente da Avios, José Lino Bergamin, disse que a interdição da agência foi motivada pelo fato da instituição ser a segunda maior credora da Chapecó, com R$ 55 milhões, depois do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), credor der R$ 81 milhões, e que não tem representação em Cascavel.
A origem de toda a situação está na crise da Chapecó, que se aprofundou nos últimos dois anos, e que hoje apresenta dívidas superiores a R$ 300 milhões, mais que o dobro do valor de seu patrimônio. As indústrias do grupo estão parcial ou inteiramente inativas - em Cascavel, deixaram de ser abatidas mais de cem mil cabeças de frango ao dia, cerca de oitocentas pessoas perderam o emprego, e no campo 580 aviários deixaram de produzir. Os avicultores devem em bancos e estão sem fonte de renda.


