Argentinos não esperam impacto após mudanças
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domingo, 02 de junho de 2002
France Presse 
Buenos Aires - Empresários argentinos estavam cautelosos no último sábado com as novas medidas anunciadas pelo governo para aliviar as duras restrições para o uso dos depósitos presos nos bancos (corralito) e não esperam um desembolso de novos empréstimos pelo FMI.
O presidente da Coordenadoria de Indústrias de Alimentos (COPAL), Alberto Alvarez Gaiani, aceitou que com a troca voluntária de poupanças congeladas por bônos, a economia estará um pouco melhor, mas considerou que a medida só favorecerá as indústrias automobilística e de construção.
Na sexta-feira, o presidente Duhalde assinou um decreto que oferece distintas opções de bônus, alguns dos quais poderão ser utilizados para a compra de novos automóveis e casas.
A proposta foi explicada este sábado pelo ministro da Economia, Roberto Lavagna, e ainda precisa do aval do Congresso para ser implementada.
Alvarez Gaiani considerou que o plano de bônos melhora um pouco, mas não muito a situação dos clientes e do país, e que mais não se pode pedir sob pena de o sistema financiero entrar em colapso.


