A Câmara de Importadores da Argentina (CIRA) confirmou ontem que os 34 meses de recessão estão levando os importadores menores a deixarem de cumprir seus compromissos. Diego Perez Santiesteban afirmou à Agência Estado que a depressão, como o ministro Domingo Cavallo classifica a atual situação econômica do país, atingiu a cadeia de pagamentos dos importadores que estão aumentando os prazos para cumprimento das dívidas.
‘‘É uma consequência natural do estancamento da economia e uma crescente preocupação para o setor.’’ Diego Perez conta que no final de 1999 houve uma leve recuperação do nível de encomendas feitas mas logo que o governo de Fernando de la Rúa assumiu, a queda foi inevitável por causa das medidas fiscais adotadas. ‘‘Nos oneraram de tal forma que ficou impossível seguir com o mesmo ritmo de negócios’’, reclama o presidente da CIRA. De acordo com ele, os importadores não são os únicos que estão perdendo, os consumidores também porque ficam sem produtos com os quais estão acostumado e a preços acessíveis.
Seguindo este raciocínio, Diego Perez afirma que a lista de bens de consumo, cujas alíquotas de importação foram aumentadas pelo ministro da Economia, também deverão ser revistas para que o consumidor argentino não saia perdendo com altos preços e com a falta de produtos. Ele cita como exemplo as máquinas fotográficas e os relógios de pulsos que vêm de zonas de fora do Mercosul, além dos compact disc que têm pouca produção dentro do Bloco. Também alguns alimentos, como pescados e mariscos de origem dos mares frios, serão afetados pelo alto custo que terão para os consumidores. ‘‘Isso ocorre justo pouco tempo antes da semana santa, cujos pedidos já haviam sido feitos’’.

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