Argentinos fazem nova onda de protestos contra pacote
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2001
Agência Estado<Br>De Buenos Aires 
O centro da capital argentina foi paralisado ontem na hora do almoço por milhares de irritados comerciantes que protestaram contra as medidas de semi-congelamento dos depósitos bancários implementadas no dia 3 de dezembro pelo ministro da Economia, Domingo Cavallo. Ao meio-dia, os comerciantes marcharam até a praça de Mayo, na frente da Casa Rosada, a sede do governo, batendo panelas e tocando as buzinas de seus veículos. Por causa das medidas de Cavallo, nos últimos dez dias as vendas do comércio despencaram entre 50% e 70%.
Além dos comerciantes, Buenos Aires foi agitada pelas manifestações de funcionários públicos, que protestaram na frente dos ministérios. Os estudantes universitários também realizaram marchas. À tarde, mais de 4 mil militantes dos sindicatos vinculados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) dissidente, acompanhados de aposentados e professores de escolas públicas manifestaram-se na frente do Congresso Nacional, bloqueando a avenida Cavallo.
A jornada de protestos não escapou de incidentes. De manhã cedo sete táxis foram queimados na capital argentina. Suspeita-se que seja uma mensagem de alguns setores sindicais para que ninguém drible a greve geral de hoje.
Na cidade de Córdoba os protestos começaram cedo, e houve choques com a polícia. Em La Plata, a capital da província de Buenos Aires, um banco foi atingido por um coquetel molotov.
Estava previsto que ontem à noite os comerciantes realizariam um apagão nas principais cidades do país e um toque de silêncio de 15 minutos, ao longo dos quais ninguém utilizaria os telefones.
Hoje, as três centrais sindicais do país a Confederação Geral do Trabalho (CGT) oficial, a CGT dissidente e a Central dos Trabalhadores Argentinos realizarão a sétima greve geral do governo do presidente Fernando De la Rúa.


