Argentinos aplaudem criação da barreira
Buenos Aires A obstaculização da entrada do açúcar brasileiro na Argentina foi celebrada, ontem de madrugada, com o prolongado aplauso de um público composto de usineiros e trabalhadores canavieiros, que encheram as galerias do Congresso Nacional para assistir a Câmara de Deputados aprovar a rejeição ao veto do presidente Eduardo Duhalde à lei de proteção alfandegária do açúcar argentino. A importação do produto possui uma tarifa de 20%, aplicada com a intenção de impedir a entrada do açúcar brasileiro.
Esta é a única proteção alfandegária que existe atualmente para produtos que circulam dentro do Mercosul. No início do ano, o presidente Duhalde, para tentar ''limpar a mesa'' do bloco comercial, vetou a lei de proteção.
Os usineiros argentinos usufruem de uma elevada proteção alfandegária desde fins do século XIX. Eles alegam que se a entrada do açúcar brasileiro fosse liberada, ocorreria uma ''invasão'' do produto no país, colocando em risco de desaparecimento os 50 mil empregos diretos que o setor proporciona, especialmente nas empobrecidas províncias do norte da Argentina.





