Argentino diz que medidas não são irreversíveis
Agência Folha
De Nova York
Com um discurso conciliador, o presidente argentino, Carlos Menem, disse ontem em Nova Orleans (EUA) que a decisão de seu governo de adotar salvaguardas a produtos produzidos pelos demais membros do Mercosul não é irreversível. Só a morte é irreversível. A política é a arte do possível, disse.
Menem anunciou que faria uma viagem ao Brasil algumas horas depois e negou que tivesse sido desconvidado pelo governo brasileiro para uma visita agora, em razão dos atritos comerciais entre os dois países. Segundo ele, a notícia do desconvite brasileiro, publicada nos jornais argentinos e brasileiros, seria ridícula e fantasiosa.
O presidente argentino disse estar disposto a encontrar até sábado uma solução para a crise entre os dois países e afirmou estar empenhado no avanço da integração comercial no Mercosul. O presidente argentino teria ficado especialmente surpreso com a notícia do desconvite brasileiro.





