Buenos Aires - Junto com China, Tailândia, Vietnã, Malásia e Coreia do Sul, o Brasil voltou a ser alvo de investigação de dumping por parte do governo argentino. A indústria brasileira de fios de polipropileno, usados na fabricação de lonas e colchões, está sob suspeita de praticar preços mais baixos do que os de mercado em suas vendas ao vizinho. A China, por sua vez, é investigada pelos valores de suas roupas e os demais países, por causa dos aparelhos de ar-condicionado.
A decisão, assinada pelo secretário de Indústria, Eduardo Bianchi, foi publicada pelo Diário Oficial na terça-feira, a pedido de três empresas argentinas. Segundo a publicação, houve uma forte queda na produção local de fios de polipropileno e há provas de que essa retração tenha sido provocada pelas importações desse produto do Brasil, que é mais barato. O secretário-executivo do Ministério de Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MIDC), Ivan Ramalho, foi previamente informado da investigação, durante encontro entre ministros em Buenos Aires, no dia 5 passado, segundo a secretaria de Indústria.
Os governos do Brasil e da Argentina voltam a se reunir hoje e amanhã, em Buenos Aires. Porém, o assunto não deve entrar na pauta, pois o objetivo é avançar em um esquema de complementação produtiva. A primeira ação concreta nesse sentido vai partir do secretário Bianchi, que vai entregar ao secretário de Comércio Exterior do MIDC, Welber Barral, uma lista de pequenas e médias empresas argentinas que pretendem ser fornecedoras da Petrobras e Petro-Sal. O setor de petróleo e gás é o primeiro da lista de oportunidades de integração das cadeias de produção de ambos os países.

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