O motivo para as duras críticas que o FMI (Fundo Monetário Internacional) fez à economia argentina na última segunda teve um agravamento a partir de números divulgados pelo governo: o déficit comercial argentino foi de US$ 544 milhões em fevereiro e chegou a US$ 5,659 bilhões anuais. Os valores ficaram pouca coisa abaixo dos US$ 5,800 bilhões previstos pelo FMI, mas mesmo assim confirmaram as razões para o organismo estar preocupado.
Há, nos números apresentados pelo governo, uma informação que inquieta a área econômica do governo. O déficit comercial acumulado no primeiro bimestre deste ano chegou a US$ 1,42 bilhão. Ou seja, um recorde história na Argentina. Os números da economia jamais haviam chegado a tal ponto.
As exportações argentinas diminuíram 9% em fevereiro, enquanto as importações aumentaram 11%. Nem mesmo o ministro da Indústria, Comércio e Mineria, Alieto Guadagni, se pronunciou sobre esses números. Até ontem, Guadagni costumava dizer que, apesar dos números aparentemente negativos, o aumento nas importações se referia à compra de bens de capital, o que representava crescimento econômico. O FMI, que mantém um acordo com a Argentina, recomendou ao governo um corte de gastos e um aumento de arrecadação.

mockup