Argentina reduz ritmo de queda do dólar no Brasil
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo Contrariando a reversão de humor dos mercados ontem, o dólar encerrou o dia, mais uma vez, em queda. A moeda norte-americana fechou com desvalorização de 0,87%, cotada a R$ 2,375. Durante o dia, o dólar chegou a cair 1,75%, no mesmo momento em que a Bolsa subia e os juros no mercado futuro projetavam pequena queda das taxas.
No meio da tarde, com o aumento da tensão na Argentina, após os novos protestos da população e o peso atingir 1,95 por dólar, os mercados pioraram à exceção dos negócios com o dólar.
Isso mostra, claramente, que houve uma entrada de recursos que segurou a cotação, afirma Maurício Zanella, diretor de derivativos do banco Lloyds TSB. Não fosse por isso, e com o mau humor que tomou conta dos mercados, o dólar teria subido. Se amanhã não houver novo ingresso de dólares e a tensão argentina prosseguir, a moeda americana deverá se valorizar. Boatos de mercado falavam em ingressos de recursos vindos via Votorantim e Aracruz ontem. Bancos também teriam vendido a moeda. A preocupação dos investidores é com uma revolta social na Argentina, que pode trazer consequências ainda não previstas. Além da fragilidade do sistema bancário argentino.
Para Luiz Henrique Didier, presidente da Abracam, não há motivos para se preocupar com o dólar. Não há nada nos cenários interno e externo que possa gerar um movimento especulativo forte com a moeda, afirma.
A Bovespa caiu 0,84% chegou a subir 1,84% e os juros, na BM&F, fecharam praticamente estáveis.


