A Argentina encerrou ontem a maior operação financeira desde a reestruturação da dívida externa pública com o Plano Brady em 1992. Às 17:30 terminou o prazo para as entregas de ofertas de investidores para a megatroca de bônus de curto prazo por outros de longo prazo, o chamado swap.
Calcula-se que mais de dois terços dos participantes são bancos e Fundos de Aposentadorias e companhias de seguros locais, enquanto que o resto ficaria nas mãos de investidores estrangeiros. O Banco Central Argentino também estaria participando, com US$ 2 bilhões em títulos que possui como parte das reservas.
Os novos bônus já estão sendo negociados abaixo do preço divulgado ontem. No chamado ‘‘grey market’’, uma espécie de mercado de balcão onde os investidores e dealers negociam em antecipação à conclusão da emissão, o bônus denominado em dólar com vencimento em 2008 estava trocando de mãos a US$ 76,50, abaixo do preço divulgado de US$ 78,55.

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