NOTA
Argentina reage
A decisão do governo brasileiro de aplicar medidas fitossanitárias para a entrada de produtos lácteos pegou de surpresa o Centro da Indústria do Leite (CIL) da Argentina. Referindo-se à última crise comercial surgida entre os dois países - tendo o papel brasileiro como vítima de medidas protecionistas argentinas - o presidente do CIL, Jorge Secco, lamentou que ‘‘os problemas de determinados produtos se resolvem impedindo a entrada de outros’’. Secco considera que a medida foi uma retaliação: ‘‘ficamos com a impressão que o Brasil quer bloquear de vez as importações provenientes da Argentina’’. O líder dos produtores de leite sustenta que o produto argentino sai do país com todas as certificações dos órgãos competentes. Secco diz que não entende ‘‘o que é que o Brasil quer agora. Nossas exigências de qualidade são maiores que as deles’’. Os produtores locais consideram que seus colegas brasileiros são menos competitivos e que por isso tentam reduzir a entrada de lácteos argentinos. ‘‘Quem perde é o consumidor brasileiro, que terá que pagar muito mais pelo lácteo desse país’’, afirma Secco.

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