Argentina quer US$ 5 bi do FMI
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quarta-feira, 29 de novembro de 2000
Agência Estado De Buenos Aires 
Rumores no âmbito governamental argentino sustentavam que a equipe econômica pediria ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um desembolso imediato de parte do total da ajuda financeira que está sendo negociada no atual momento, e que é especulada ao redor de US$ 15 bilhões. O motivo de ter cash com urgência seria a necessidade que a Argentina tem de cumprir compromissos de US$ 2 bilhões em dezembro, além de US$ 3 bilhões para janeiro e fevereiro.
Se esta ajuda imediata em espécie ocorresse, afirmam analistas, tonaria-se um elemento para gerar confiança nos mercados internacionais, ultimamente muito desconfiados da Argentina. O vice-ministro Mario Vicens não quis confirmar esta ajuda, mas afirmou que, caso a Argentina precise de dinheiro imediatamente, possui à disposição US$ 2 bilhões do crédito contingente do FMI, por ter cumprido as metas até setembro deste ano. O governo continua negociando com a missão de técnicos do FMI em Buenos Aires, que será liderada por Thomas Reichmann até hoje, quando desembarcará na capital argentina Teresa Ter Minassian, que assumirá o comando das negociações.
As conversações com o Fundo realizam-se também em Washington, onde está o secretário de Finanças, Daniel Marx. Segundo ele, a negociação do pacote de ajuda que além do FMI incluiria o Banco Mundial, BID, Fundos de Investimentos e bancos locais poderia prolongar-se por duas semanas.
A ministra do Trabalho, Patricia Bullrich, também reuniu-se com integrantes da missão do FMI. Após o encontro, disse que o Fundo preocupa-se com eventuais problemas que possa ter a aprovação da reforma da Previdência, que seria votada na semana que vem no Congresso.
Ontem à tarde, o Orçamento Nacional começava a ser debatido no Congresso, onde prometia estender-se até a tarde de hoje e não se descartava que poderia ser votado somente na quinta. (Ariel Palacios/AE).


