Argentina quer rever privatizações de Menem
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sábado, 19 de julho de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A Argentina quer renegociar todos os contratos de privatização assinados durante os mais de dez anos que o plano de conversibilidade (paridade entre o dólar e o peso) esteve em vigor. A informação foi dada neste sábado, em Madri, pelo ministro de Relações Exteriores, Rafael Bielsa, à chanceler espanhola, Ana Palacio.
Bielsa disse, no entanto, que as empresas espanholas, que investiram quase US$ 40 bilhões até agora no país, não devem temer ''a perda de suas propriedades''. De acordo com o jornal econômico ''Cinco Dias'', as declarações do chanceler argentino são ''muito preocupantes'', já que foram feitas um dia depois da tensão gerada pelo presidente Néstor Kirchner em sua passagem por Madri, onde se reuniu com empresário espanhóis.
O ''Cinco Dias'' lembra que, há duas emanas, o governo argentino decidiu criar uma comissão para estudar formas de renegociar os contratos de privatização realizados na década passada, principalmente as que foram feitas durante a gestão do então presidente Carlos Menem.
''Sobre esse ponto, tanto as empresas como o governo já haviam manifestado estar de acordo com a criação de um novo marco regulatório que determine regras claras e segurança jurídica, que acabaram sendo quebradas em janeiro de 2002 com o fim da conversibilidade'', escreve o jornal.
De acordo com o jornal, duas declarações do chanceler espanhol em Madri comprovam isso. ''Em primeiro lugar, o ministro disse que o seu governo vai propiciar o novo marco normativo para renegociar as relações com as empresas que venceram as licitações de empresas do setor de serviços públicos, porque os contratos em vigor foram feitas durante uma realidade macroeconômica que mudou significativamente'', informa o ''Cinco Dias''.


