Ariel Palacios
Agência Estado
De Buenos Aires
‘‘Fernández tinha razão’’. Este foi um dos comentários mais comuns na reunião anual da União Industrial Argentina, que foi encerrada ontem. O Fernández em questão era Roque Fernández, ministro da Economia, que há duas semanas afirmou que o Brasil faria uma grande desvalorização antes do fim do ano.
Javier Tizado, diretor do influente Grupo Techint, declarou que ‘‘houve uma impressão apressada de que o Brasil havia se recuperado depois da crise do início do ano’’. De acordo com Tizado, ‘‘as desvalorizações menores que continuaram ocorrendo são uma clara evidência disso’’.
Um estudo da Fundação Capital sustenta que novas desvalorizações de destaque poderão ocorrer tendo em vista ‘‘que o superávit primário está ao redor de 3% do PIB, os serviços da dívida pública brasileira passam de 8% do PIB, enquanto que as divisas levadas pelo endividamento de curto prazo superam amplamente as reservas’’.

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