Depois de concluída a megatroca de bônus, a equipe do ministro da Economia, Domingo Cavallo, começa a buscar formas de ressuscitar a vida econômica argentina, abalada por quase três anos de recessão, a maior da história do país. Cavallo declarou que pretende anunciar medidas para reativar o consumo – que representa 75% do PIB argentino – nos próximos 15 dias.
Cálculos de analistas privados sustentam que para pagar as taxas de juros do swap (troca de títulos) realizado neste fim de semana será necessário que a economia argentina cresça anualmente 6%.
Enquanto isso, os assessores de Cavallo se atarefam na elaboração de medidas para reduzir o preço dos apartamentos entre 10% e 20%, diminuir a taxa de empréstimos hipotecários, e de bens como geladeiras e máquinas de lavar roupa, entre outros. Simultaneamente estão previstas medidas do Banco Central para que as taxas de juros sejam reduzidas.
No entanto, a super-estrela do novo pacote de Cavallo será a redução dos impostos sobre a receita dos salários da classe média, o setor da sociedade argentina mais atingido pelos três impostaços realizados neste ano e meio de governo do presidente Fernando de la Rúa.
Além disso, na noite de segunda-feira foram assinados os decretos autorizando os programas ‘‘pró-competitivos’’, anunciados semanas atrás pelo ministro Cavallo. Os programas, que estipulam reduções tributárias, por parte do governo, e do compromisso de não demitir funcionários, por parte das empresas, contemplam os setores de produção de bens de capital, exportadores de carne, têxteis, vestimenta, calçado e a indústria automotiva.

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