Argentina pedirá 'perdão' ao FMI
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sexta-feira, 18 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A Argentina deve pedir mesmo waiver (dispensa de cláusula contratual) ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no início de outubro por não estar em condições de cumprir as metas fiscais assinadas com esse organismo multilateral no início deste ano.
Uma fonte do governo argentino comentou à Agência Estado que o desvio do défict fiscal este ano será ligeiramente superior à meta de US$ 4,7 bilhões acertada com o Fundo e também acima do teto determinado pel Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de US$ 4,5 bilhões.
As primeiras estimativas indicam um aumento no déficit fiscal de pelo menos US$ 500 milhões. Ou seja, as contas do governo argentino fechariam este ano com um saldo negativo de US$ 5,2 bilhões. Essa cifra é admitida pelo próprio ministro de Economia, José Luis Machinea, em entrevista publicada ontem pelo jornal La Nación.
Outra fonte muito próxima ao governo De la Rúa disse que não existem soluções, mágicas para problema fiscal argentino, principalmente se a economia não começar a reagir. Ele disse também que o desvio da meta com o Fundo este ano será ligeiramente superior às metas, mas não por causa de eventuais aumentos de gastos do governo mas pela pobre e fraca arrecadação tributária em decorrência da estagnação econômica.
A chave está na volta do consumidor argentino ao mercado. Mas isso não está ocorrendo porque decidiu se auto-induzir a não comprar porque ainda se encontra desconfiado em relação a economia do país, disse essa fonte. Para a equipe econômica de Machinea, o fato de ultrapassar a meta em alguns milhões de dólares não é relevante, já que o país poderá obter um pacote de ajuda de recursos necessários para cobrir o rombo.


