Argentina negocia com bancos saída para corralito
Buenos Aires - O presidente Eduardo Duhalde negocia com os bancos nacionais e os estrangeiros instalados na Argentina uma saída para o corralito, o semicongelamento de depósitos bancários. O governo decidiu propor uma nova versão do Plano Bonex, já que o anterior foi rechaçado pelo Congresso Nacional e pela população duas semanas atrás. A solução para o corralito é uma das exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O ministro, Roberto Lavagna, pretende que os bancos se responsabilizem pelo menos por metade dos bônus, enquanto que o Estado ficaria a cargo da outra metade. No caso dos bancos, o respaldo seria realizado por um fundo fiduciário composto pela carteira de créditos dos bancos. Uma das possibilidades analisadas é que o fundo fiduciário seja feito de forma conjunta, mas também se analisa fazer um acordo específico com cada banco. Esta nova versão do Plano Bonex seria implementada por decreto, de forma a evitar demoras no Congresso Nacional.
No entanto, existe um impasse entre o governo e os bancos, já que estes apresentam outra proposta de plano de bônus. A idéia dos banqueiros é a de emitir um bônus que seria oferecido voluntariamente em troca não dos prazos fixos, mas sim, das contas correntes e das cadernetas de poupança congeladas no corralito.
O governo iniciou ontem uma série de reuniões com representantes econômicos e financeiros de diversas províncias argentinas, para definir acordos individuais de ajuste fiscal. A intenção é que cada província diminua seu déficit fiscal em 60%.
Balança - A Argentina teve um superávit comercial de US$ 1,483 bilhão em março, o maior da última década. Segundo o ministério da Economia, este saldo comercial positivo para a Argentina foi o resultado de uma queda de 64% das importações, que foram de US$ 592 milhões. O pior desempenho conseguido pelas importações foi em 1991, quando resgitrou US$ 522 milhões.





