Argentina mantém taxa alfandegária ao açúcar do Brasil
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sexta-feira, 02 de junho de 2000
María García Agência Estado 
Contrariando o compromisso assumido em março passado perante o Brasil, o governo argentino prometeu aos produtores de açúcar e aos membros do Legislativo do norte do País que a taxa aduaneira de importação cobrada pelo açúcar brasileiro será mantida por mais cinco anos. Isso foi o que garantiu o deputado Alfredo Neme Sheij, representante de Tucumán depois de uma reunião com a secretária da Indústria, Debora Giorgi.
Segundo o deputado, Giorgi comprometeu-se a prorrogar o decreto que expira no dia 31 de dezembro deste ano e que protege a indústria açucareira nacional.
Falando à Agência Estado, o presidente do Centro Açucareiro Argentino, Jorge Zorreaguieta, afirmou que o setor não pode ficar sem saber o que vai acontecer daqui a oito meses e com este compromisso o governo já tem um horizonte sobre o qual trabalhar. Contudo, a secretária da Indústria argentina ainda não confirmou esse compromisso que iria diretamente contra o documento ministerial assinado pela Argentina e o Brasil em março passado em Buenos Aires.
Segundo este documento, os dois países definirão antes de dezembro de 2000 uma proposta conjunta do Mercosul sobre o cronograma para a plena incorporação do setor açucareiro à união aduaneira.
O açúcar é um dos produtos que ficaram fora do regime de eliminação das taxas aduaneiras do Mercosul. Com o decreto 197/92, o então presidente Carlos Menem impôs uma taxa fixa (de 20%) e uma taxa móvel para a entrada de açúcar brasileiro. A última prorrogação deste decreto expira no final deste ano e esta seria a primeira manifestação do governo atual de manter a proteção ao produto argentino.


