Buenos Aires - Depois do trunfo de ter conseguido o fechamento do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, prognosticou um crescimento de 3,5% do PIB argentino para 2003. Otimista, Lavagna disse que pretende deixar a economia em ordem para seu sucessor. A Argentina terá eleições presidenciais em abril, e o novo governo tomará posse em maio. Segundo o ministro, quando partir, a economia ''estará crescendo, e o desemprego, diminuindo''.
Lavagna celebrou o fechamento do acordo com o Fundo, afirmando que permitirá ''reforçar'' a estabilidade conseguida nos últimos meses na economia argentina. O ministro sustentou que o acordo é bom para a Argentina e a comunidade financeira internacional: ''Não seria vantagem alguma para ninguém que um país de tamanho médio como a Argentina entrasse em um período longo de default''. No entanto, os técnicos do FMI foram contra o acordo, que teve conotação política.
No entanto, segundo ele, ''o acordo com o FMI claramente ajuda, mas não dá para dizer que está tudo resolvido''.
Até maio, Lavagna pretende melhorar as condições de investimentos especialmente no setor têxtil e metal-mecânico. Além disso, tem a intenção de fortalecer o sistema financeiro, algo que define como ''fundamental''.
O ministro afirmou que em comparação com abril do ano passado, quando tomou posse, o grau de ''normalização'' no setor é ''enorme'', mas ainda falta ''um longo caminho'', o que incluirá uma melhoria na eficiência dos bancos públicos.

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