O departamento de Defesa Vegetal do Ministério da Agricultura da Argentina está realizando uma barreira fitossanitária em todos os caminhões que entram no país pela fronteira com Foz do Iguaçu. O objetivo da ação é combater o ‘‘bicudo’’ que ataca o algodão. As empresas contratadas para pulverizar os caminhões estão cobrando uma taxa de R$ 10,00 por carga.
O chefe do escritório do Ministério da Agricultura do Brasil, Antonio Garcez, disse que a medida desrespeita os acordos com o Mercosul. ‘‘Isto não está prevista dentro do acordo com os países do Mercousul. A Argentina não poderia criar uma barreira sem provar antes que esse tipo de praga não existe naquele país’’, disse.
Segundo Garcez, a medida será discutida numa reunião marcada para abril em Buenos Aires, onde agrônomos do Mercosul vão discutir a legalidade da barreira fitossanitária criada pela Argentina.
O Ministério da Agricultura, em Curitiba, informou que a taxa que está sendo cobrada dos caminhoneiros não está prevista no acordo internacional firmado para controlar a qualidade dos vegetais. ‘‘O acordo prevê que se algum produto transportado precisa ser tratado, é a importadora que deve se responsabilizar pelas despesas’’, explicou o agrônomo Geraldo Calmon Marques.
O Ministério da Agricultura também informou que a pulverização feita nos caminhões tem eficácia de apenas 20% sobre as pragas.

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