A febre aftosa praticamente espalhou-se por toda a região central do território argentino e o governo já estuda vacinar 35 milhões das quase 50 milhões de cabeças de gado do rebanho do país. Até segunda-feira, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) confirmou a existência de 78 focos de aftosa.
O Senasa, que se encontra sob intervenção, informou também que existe suspeita do reaparecimento da doença em outras regiões da província de Santa Fe e a confirmação de um número preocupante de focos próximos à Capital Federal, em Buenos Aires. O programa de prevenção contra a aftosa estimava a vacinação de 13 milhões de cabeças. A estratégia, entretanto, não deu resultado e obrigou o Senasa a rever o programa.
O interventor do Senasa, Héctor Salamanco, pediu a um comitê de aftosa a elaboração de um novo plano de contingência o qual deveria ser concluído entre ontem e amanhã. Esse novo plano, de acordo com fontes do Senasa, deve obrigar a ampliar a vacinação em outras regiões do país. Estimativas iniciais mostram a necessidade vacinar 35 milhões de cabeças dos quase 50 milhões.
Com a nova estratégia, o Senasa pretende controlar a febre aftosa o mais rápido possível, mesmo que a Argentina venha a perder o status de país livre de aftosa sem vacinação da Organização Internacional de Epizootias (OIE). Ao perder essa classificação, a Argentina não poderá exportar carne in natura para países livres de aftosa.

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