Argentina esfria relação com o FMI
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Buenos Aires ''A Argentina não vai assinar nenhum cheque em branco. Não somos obedientes, vamos assinar somente se considerarmos que esse acordo beneficia o país'', disse ontem o presidente Eduardo Duhalde, quando os sinais pareciam indicar um descongelamento das relações e voltava-se a cogitar a possibilidade de um rápido acordo do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O governo argentino estaria disposto a pagar amanhã US$ 250 milhões ao Banco Mundial (Bird), valor que corresponde à garantia de um título de crédito, exatamente um mês antes do seu vencimento. Se não o fizer, o título perderá a garantia do Bird e será declarado inadimplente.
Na noite de terça-feira, a diretoria do banco discutiu a situação argentina e ontem o economista-chefe para a América Latina e Caribe, Guillermo Perry, disse que não vê obstáculos significativos para que o país e o FMI cheguem a um acordo. ''Divisamos um significativo progresso nas discussões e não vemos um motivo maior para que não deva haver um acordo'', disse Perry aos jornalistas. ''O último empurrão nas negociações deveria vir de ambas as partes'', disse ele
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Essa melhoria no clima foi sentida desde a nomeação para a presidência do Banco Central de Alfonso Prat Gay, um economista que se apresenta como independente do poder político e que conquistou um amplo apoio.
Reforçando a idéia, declarou que lutará para que o organismo seja realmente independente do poder público tal como exige o FMI. Nas suas primeiras declarações como funcionário, disse a uma rádio portenha que Duhalde ''quis enviar uma mensagem muito forte de que este é um Banco Central independente e que vai ter o moldura política de que precisa para atuar de forma autônoma''.


