Argentina escondeu doença por 6 meses
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segunda-feira, 19 de março de 2001
Agência EstadoDe Buenos Aires 
Funcionários da Secretaria da Agricultura da Argentina transformada em subsecretária desde a nomeação de Ricardo López Murphy para o Ministério de Economia , reconheceram que as autoridades responsáveis pelo controle da febre aftosa esconderam, durante seis meses, o reaparecimento de focos da doença nas províncias de Buenos Aires, Santa Fe, Córdoba, La Pampa, San Luis, Corrientes e Formosa.
Por determinação do novo secretário da Produção, Víctor Savanti, que absorveu as secretarias de Agricultura e de Indústria, o Senasa sofreu intervenção na sexta-feira e colocou para o comando desse organismo o empresário Héctor Salamanco.
Não me surpreendem as atitudes desses que mudam de posição quando as batatas começam a queimar a boca, mas esquecem que acompanharam todo o processo. Por isso, não podem se fazer de tontos, porque eles fizeram parte do conselho de administração do Senasa, saiu atirando o ex-secretário Antonio Berhongaray, acusado de ser o principal responsável pela crise da aftosa.
Ele reconheceu que foi um equívoco muito grave não ter iniciado o processo de vacinação no momento certo. Equívoco maior e gravíssimo, entretanto, foi esconder por tanto tempo o reaparecimento da aftosa no território argentino, provocando a ira de americanos, canadenses e europeus, que, agora, dizem não confiar mais na Argentina.
Hoje, por exemplo, uma missão de técnicos da assessoria agrícola da Embaixada argentina em Bruxelas vai tentar convencer funcionários da Comissão Européia a não vetar a venda de carne argentina de forma retroativa ao período da oficialização e do reconhecimento de focos de aftosa no país.
Brasil O Ministério da Agricultura colocará em funcionamento hoje o primeiro tapete de desinfecção no aeroporto internacional de Guarulhos. O tapete é feito de material antiderrapante com 1 cm de espessura e, em lugar de iodo, será embebido em carbonato de sódio a 4%.Segundo a assessoria do Ministério da Agricultura, também haverá controle da bagagem procedente de países onde há o vírus da aftosa. Essa bagagem será submetida a um sistema que detectará a presença de material orgânico e vegetal que possa ser portador do vírus.


