Argentina e Brasil elegem 8 prioridades
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Silvana Arantas<br> Folhapress 
Buenos Aires, Argentina - Após dois dias de reuniões em Buenos Aires, equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e do Ministério da Indústria e Turismo da Argentina definiram, ontem, oito setores nos quais procurarão impulsionar a ''integração produtiva'' entre os dois países.
As oito categorias foram classificadas como ''estratégicas'' - petróleo e gás; autopeças; aeronáutica; maquinário agrícola - e ''sensíveis'' - madeira e móveis; linha branca (eletrodomésticos); vinhos; lácteos. Ficou definido novo encontro das equipes para o próximo mês. Até lá, os dois lados já deverão ter concluído seus levantamentos sobre os mecanismos de financiamento adequados a projetos nessas áreas e eventuais entraves regulatórios que estejam dificultando seu uso.
Os bancos centrais dos dois países deverão tomar parte nas negociações. O objetivo, segundo afirmou o secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, em entrevista na quinta-feira, é fortalecer a difusão desses mecanismos para o setor privado, já que ''é baixa sua taxa de utilização''.
Diretriz
O esforço para a ''integração produtiva'' entre Brasil e Argentina faz parte da diretriz acertada em novembro passado pelos presidentes Lula e Cristina Kirchner, após reunião em que foram discutidos os atritos surgidos no comércio bilateral. Os exportadores brasileiros pressionaram o governo para reverter as barreiras argentinas.
Ao longo do ano de 2009, sob a justificativa da necessidade de implementar medidas anticíclicas devido à crise financeira mundial, a Argentina intensificou suas barreiras à importação de produtos. Isso foi feito por meio do sistema de licenciamento não automático, que passou a atingir aproximadamente 14% da pauta exportadora brasileira.


