Argentina deve vender 80% mais carros ao Brasil em 98
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terça-feira, 16 de setembro de 1997
France Presse Buenos Aires 
O Secretário gederal de Indústria e Comércio da Argentina, Alieto Guadagni, previu ontem que a Argentina exportará ao Brasil 2,5 bilhões de dólares no setor automobilístico, adiantando que esse item deverá crescer no próximo ano. No ano que vem, vamos exportar 4,5 bilhões de dólares no setor automobilístico para o Brasil, ou seja, 80% a mais, em torno de 400 mil veículos, disse o funcionário à imprensa na residência oficial de Olivos.
Guadagni e empresários foram recebidos pelo Presidente Carlos Menem para uma reunião durante a qual se fizeram apreciações sobre os beneficiários de um programa de desenvolvimento das exportações, financiado pelo Banco Mundial. O programa de desenvolvimento do Banco é na realidade um crédito de 30 milhões de dólares, dos quais já foram desembolsados montantes para cerca de 600 empresas.
No próximo ano, o programa será ampliado com a incorporação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que permitirá uma extensão de 2.000 no número dos empresários beneficiários, disse.
Depois, Guadagni assegurou que com a promoção de exportações, a Argentina recuperou terreno em sua participação no mercado mundial e lembrou que desde 1945 vínhamos perdendo participação. Garantiu que no governo argentino não há nenhum temor pelo crescimento das importações e adiantou que as importações são como o colesterol. Há colesterol bom e colesterol mau. O colesterol mau é quando crescem bens de consumo e o bom é quando crescem bens de capital, explicou. Precisou também que as importações de bens de capital crescem 40%.
O funcionário retomou o tema do intercâmbio comercial com o Brasil para destacar que começamos o ano exportando 10 mil veículos mensais e vamos terminar exportando 30 mil veículos.


