Buenos Aires – O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, deverá anunciar amanhã uma série de medidas na áreas econômica, social e política, como forma de tentar turbinar a desgastada imagem de seu governo, o qual os analistas consideram como ‘‘paralisado’’ diante da grave crise argentina. O anúncio econômico de Duhalde seria um só, neste caso, o aumento das retenções às exportações. Estas retenções seriam aplicadas principalmente aos produtos da cesta básica de alimentos, como o óleo e a farinha, que tiveram aumentos, respectivamente, de 82% e 45% nos últimos dois meses. Estes e outros produtos passariam suas retenções de 10% a 20%.
No entanto, outros produtos, especialmente os produzidos pelas províncias do interior mais atingidas pela recessão que já dura quase quatro anos, seriam beneficiadas com uma redução das retenções dos atuais 10% para 5%.
Além disso, segundo fontes do Ministério da Economia, Duhalde também faria anúncios na área social, com o detalhamento de como pretende implementar o ambicioso plano de trabalhos temporários. Este plano beneficiaria 1,2 milhão de pais de família desempregados, com um subsídio de 150,00 pesos mensais (US$ 52,63).
Os primeiros integrantes da missão do FMI desembarcaram ontem ao meio-dia em Buenos Aires. A missão ficará na Argentina analisando o estado das contas públicas da União e das províncias. No entanto, o principal alvo da análise rigorosa do Fundo serão as províncias, as quais o FMI acusa de dilapidarem suas verbas, e de serem responsáveis de grande parte da crise argentina.

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