SÃO PAULO - A indústria argentina dispensou cerca de 795 mil trabalhadores nos últimos 25 anos, dos quais 200 mil de 1991 em diante, de acordo com estudo sobre produtividade da mão-de-obra divulgado em Buenos Aires pela Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração da Argentina. O trabalho foi elaborado pelo Centro de Estudos para a Produção com base em dados oficias levantados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O estudo divide os últimos 25 anos em três períodos: a década de 70 (1971 a 1981), a de 80 (de 1981 a 1990) e os últimos seis anos do Plano de Conversibilidade.
Na década de 80, foram demitidos 39,5 mil trabalhadores, em média, por ano. Nesse período, a produtividade subiu 8%, a produção caiu 19% e o emprego industrial recuou 26%. Para o secretário de Indústria e Comércio, Alieto Guadagni, esse período foi muito ruim devido à queda da produção, razão pela qual as indústrias demitiram cerca de 40 mil trabalhadores por ano.
Guadagni qualificou os anos 70 como regulares, já que, nesse anos, a produtividade havia crescido 39% e a produção, 22%. Nesse período foram demitidos em média 20,5 mil trabalhadores por ano. O secretário classificou o período do Plano Cavallo (1991 a 1996) como bom. Nesses anos, a produtividade aumentou 55%, a produção avançou 30%, mas foram cortados 32,5 mil postos de trabalho por ano em média.
De acordo com o estudo, na década de 70 foram dispensados 205 mil pessoas na indústria, nos anos 80, 395 mil, e nos últimos seis anos, 195 mil. Guadagni atribui esses resultados em parte à ‘‘conversão tecnológica’’ da indústria e acrescentou que se trata de um fenômeno mundial. As informações são das agências internacionais.

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