BUENOS AIRES - A economia argentina consolidou seu processo de saída da depressão, ao crescer 3,5% em 1996. Mas a economia do principal parceiro do Brasil no Mercosul ainda não conseguiu recuperar ainda o nível de atividade que tinha antes da crise, revelaram ontem informes preliminares do governo.
O PIB cresceu 2,7% durante os primeiros nove meses do ano passado, em comparação com igual período de 1995, o que confirmou a tendência a melhorar o perfil produtivo e de investimentos. Mas os meios de produção não puderam ainda saldar a conta que havia deixado a queda de 4,4% no PIB, que se registrou em 1995, o pior ano da recessão, causada por uma combinação de fatores nacionais e internacionais.
O argumento principal do governo para justificar o freio no impulso de crescimento foi a fuga de capitais de mais de 8 bilhões de dólares gerada pela falta de confiança, após o ‘‘efeito tequila’’ - a crise no México que afetou a economia dos países latino-americanos e, especialmente, da Argentina.

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