Argentina, Canadá e EUA na disputa pelo mercado
Cerca de 300 pessoas ligadas ao setor (agricultores, fornecedores de insumos, cooperativas, tradings, moinhos, indústrias de massa, panificação e biscoitos) assistiram apresentações de técnicos dos Estados Unidos, do Canadá, da Argentina. Os representantes tentaram convencer os ouvintes sobre as alíquotas, os preços mais atrativos, o controle de qualidade do grão e da farinha.
A expectativa dos empresários do setor é de que o Ministério da Agricultura publique nesta semana a portaria autorizando as operações de trigo do tipo soft dos Estados Unidos, utilizado para a fabricação de biscoito. Segundo o presidente do Sindicato dos Moinhos do Trigo do Rio de Janeiro, Antenor Barros Leal, as importações brasileiras do grão norte-americano deverão chegar em torno de 500 mil toneladas em 2001, totalizando US$ 70 milhões (ao utilizar preço médio de US$ 120 por t).
Especialistas do setor, entretanto, afirmam que a rebertura das negociações de trigo soft com os EUA - suspenso há três anos em virtude de uma barreira fitossanitária - pode ser encarado com um mecanismo de pressão contra a Argentina, país responsável por 90% do trigo importado pelo Brasil. A retomada dos negócios poderia levar o país vizinho a abaixar o preço da tonelada.
O Secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação da Argentina, Antonio Berhongaray, anunciou ontem que a primeira resposta para garantir as transações comerciais com o Brasil. Ele garantiu que os produtores argentinos passarão a classificar o grão a pedido da Abitrigo (o que hoje não acontece), diferenciando os tipos de melhor e pior qualidade. A medida deve ser adotada em 2001. Atualmente, o trigo argentino é vendido a um preço médio de US$ 111,82 a tonelada. (A.P.).





