Argentina busca apoio para novo pacote
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de abril de 2002
Agência Folha 
São Paulo O governo da Argentina lançará uma ofensiva diplomática para explicar seu novo programa econômico, com a esperança de obter ajuda externa que permita superar a profunda crise que atravessa o país, disse ontem a imprensa local.
A ação será inaugurada hoje, quando o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Carlos Ruckauf, se reúne em Buenos Aires com os embaixadores dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Japão, Itália e Canadá países mais industrializados do mundo e integrantes do Grupo dos Sete (G-7).
O ministro argentino deve explicar que seu governo continua trabalhando com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e com outros organismos internacionais de crédito, afirmou ontem o jornal Clarín, citando fontes da chancelaria argentina.
Há uma semana, os ministros da Economia e da Fazenda do G-7, reunidos em Washington, advertiram o governo de Eduardo Duhalde que respaldavam as exigências do FMI de um drástico corte dos gastos estatais como condição prévia a qualquer ajuda financeira.
Depois da reunião com os embaixadores do G-7, Ruckauf receberá com o mesmo objetivo os representantes diplomáticos do Brasil, Paraguai e Uruguai, que junto com a Argentina formam o Mercosul, além dos embaixadores do México, Chile e Bolívia.
Com o objetivo de explicar as linhas gerais do novo plano econômico argentino, Roberto Lavagna, pouco depois de assumir no sábado o Ministério da Economia, conversou por telefone com o vice-secretário do Tesouro dos EUA, John Taylor, e com os ministros da Fazenda e Relações Exteriores do Brasil, Pedro Malan e Celso Lafer, respectivamente.
Em entrevistas publicadas ontem por jornais de Buenos Aires, o ministro argentino disse que não tem viagem prevista para Washington para negociar um empréstimo com o FMI, pois primeiro deve trabalhar os acordos com os governos provinciais, a fim de definir o plano de redução de gastos estatais.


