Buenos Aires O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, anunciou por decreto presidencial a abertura do ''corralão'' (bloqueio dos depósitos bancários de longo prazo, criado em dezembro de 2001).
Lavagna informou ainda a definição de prazo de 70 parcelas, no máximo, para os bancos pagarem os redescontos adquiridos junto ao Banco Central. Esta medida também é resultado de decreto do presidente Eduardo Duhalde. A terceira decisão, anunciada por Lavagna, é a de mandar ao Congresso Nacional um projeto de lei, definindo as compensações para os bancos pela desvalorização assimétrica da economia. O ministro deixou para a quarta-feira que vem a comunicação sobre o resgate das chamadas ''quase moedas'', emitidas pelas províncias.
Lavagna fez questão de ressaltar que a opção de abrir o corralão é, a partir de agora, do correntista, que terá dez dias para comunicar se deseja ou não ter acesso ao dinheiro, desta maneira.
A abertura do corralão, informou ele, será imediata para todos os depósitos até 42 mil pesos. Neste caso, os correntistas poderão sacar parte do valor em pesos e a diferença em títulos emitidos pelo governo em dólares com vencimento em 2013. Os depósitos entre 42 mil pesos e 100 mil pesos estarão livres em 60 dias, sempre com a participação dos bônus do governo para compensar a diferença entre os dólares originalmente aplicados e os pesos devolvidos agora. Valores acima dos 100 mil pesos terão prazos acima de 120 dias.
''Com esta medida, o sistema financeiro estará totalmente normalizado'', afirmou o ministro. ''A abertura do corralão beneficia os 20% de correntistas que ainda tinham o dinheiro bloqueado''.

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