Ariel Palacios
Agência Estado
De Buenos Aires
Depois de dois meses negociando, o governo argentino anunciou a carta de intenções com o FMI. O acordo, de duração de três anos, implicará em um grande ajuste, já que o governo precisará deter o déficit em US$ 4,7 bilhões este ano. Para 2001, o déficit terá que ser limitado em US$ 2,8 bilhões; para 2002 em US$ 600 milhões; e para o 2003, deverá ser inexistente. O acordo deixa de ter a denominação de ‘‘facilidades estendidas’’ e passa a ter o de ‘‘stand by’’, o que implica em uma fiscalização mais rígida por parte do Fundo. Em troca, o FMI concederá um fundo especial de contingência de US$ 7,4 bilhões, que somente será utilizado para casos de emergência financeira. Além disso o governo argentino se compromete a um crescimento de 3,5% do PIB neste ano.

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