Argentina antecipa programa social por temer novos saques
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quarta-feira, 03 de abril de 2002
Agência Folha 
Buenos Aires O governo argentino decidiu acelerar o anúncio de um programa social após a volta dos saques a supermercados na semana passada. O ponto principal do programa é um auxílio de 150 pesos por mês para chefes de família desempregados. O programa poderia ser apresentado pelo presidente Eduardo Duhalde ainda ontem. Pela proposta do governo, os desempregados que aderirem ao programa trabalharão quatro horas por dia em projetos comunitários ou em empresas que decidirem participar do projeto. A expectativa do governo é atender 1,2 milhão de pessoas na primeira fase do programa, que vai até o fim de maio.
Nessa primeira etapa, serão beneficiados os chefes de família com filhos menores de idade ou com esposa grávida. O próximo passo prevê a inclusão de jovens desempregados entre 18 e 21 anos e pessoas maiores de 60 anos que não conseguiram se aposentar.
Segundo o ministro do Trabalho, Alfredo Atanasof, que foi o responsável pela elaboração do decreto que trata do programa social, o governo tem um orçamento de 750 milhões de pesos para as ações de cunho social. O imposto sobre as exportações completará o que faltar de recursos para ampliar o auxílio. O anúncio do aumento do tributo às exportações deve ser feito hoje.
O programa será implementado por um decreto de necessidade e urgência feito pelo Executivo e que deve ser ratificado pelo Congresso. Para a maior eficácia do programa, o governo criará o Conselho Nacional de Administração e Controle. A intenção do governo é de ampliar o benefício para 2 milhões de argentinos desempregados.


