Arenito recebe crédito para integração lavoura pecuária
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de setembro de 2001
Vânia Moreira <br> De Umuarama 
O Ministério da Agricultura vai financiar a produção do Programa Integração Lavoura-Pecuária, na região noroeste do Paraná. O governador Jaime Lerner e o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa do Espírito Santo, anunciam hoje, às 11 horas, no Centro Cultural Schubert, em Umuarama, a liberação de crédito para os programas de reforma de pastagens e cultivo de grãos nos solos de arenito.
O Ministério da Agricultura não revelou o valor dos recursos que, segundo o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), será de R$ 500 milhões, dos quais R$ 300 milhões para o Programa Arenito Nova Fronteira. Ontem, o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, informou que o BB irá conceder R$ 100 milhões, em três anos.
Com o apoio do Governo e a liberação de créditos, os coordenadores de arrendamentos na região esperam vencer a resistência de pecuaristas em arrendar suas terras para plantio de grãos. As bolsas de arrendamentos iniciadas em 97 com o Programa de Arrendamento (Pater) de Umuarama, já promoveram a substituição de 100 mil ha de pastagens degradadas por soja e outras culturas.
A área poderia ser maior se houvesse mais receptividade por parte dos pecuaristas. A maioria teme problemas com os arrendatários. Outros consideram a renda pouco atraente e preferem manter as pastagens mesmo com baixa produtividade.
Segundo o secretário da Agricultura de Umuarama e coordenador do Pater, Edson Bastos, há dezenas de arrendatários na fila de espera. ''Poderíamos negociar de imediato mais 10 mil ha se houvessem terras disponíveis.
Apesar da pouca oferta, ele acredita que os arrendamentos vão aumentar muito nos próximos anos. Cerca de 2 milhões dos quase 3,6 milhões de ha em 108 municípios do Noroeste estão ocupados por pastagens, a maior parte com capacidade média de lotação de 1,2 cabeças por ha. ''Aos poucos, os produtores vão se convencer de que precisam reformar os pastos e que o sistema de arrendamento é a melhor opção'', acredita Bastos.


