Áreas de trigo e milho serão maiores
Áreas de trigo e milho serão maiores
Confirmada a reversão na área plantada com trigo: queda será menor que o previsto nas primeiras estimativas
Vânia Casado
ExpectativaA exemplo do trigo, milho vive expectativa de boa comercialização A área de plantio de trigo será menor este ano, em relação à safra anterior. Mas a redução fica abaixo do previsto. Medidas adotadas recentemente pelo Conselho Monetário Nacional provocaram uma reversão na expectativa de plantio de trigo no Paraná. A queda prevista na área plantada era de 15% e agora essa redução foi reavaliada para 6,27%. Além do trigo, a área plantada com milho safrinha também aumentou em relação à previsão inicial. Para contrabalançar o aumento de área no plantio de trigo e milho, a quebra de produção do algodão, cuja colheita está sendo encerrada, é maior do que o previsto, avançando de 16% para 19%.
A reavaliação das expectativas de plantio foi feita pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura. No total, a safra de grãos e algodão de verão 97/98 deverá render 15.358.500 toneladas, que corresponde a uma variação de 1% sobre a produção da safra 96/97, quando foram colhidas 15.196.500 toneladas. Com essa reavaliação, cai também em 1%, a expectativa de produção do Estado, onde o levantamento feito no início do ano, previa uma produção de 15.463.700 toneladas. A expectativa de plantio foi frustrada pela estiagem e excesso de chuvas que vem afetando a produção paranaense desde o mês de janeiro, afirmou a engenheira agrônoma do Deral, Vera Zardo.
Desde o início do ano, quando a produção de grãos de verão começou a ser afetada pelos efeitos do el ni¤o, foram reduzidas as expectativas de produção de algodão, soja e feijão das águas e das secas. A queda na produção de algodão deverá ser 19%, provocando um prejuízo de R$ 18 milhões aos produtores que vão deixar de colher o produto ou tiveram a qualidade da produção afetada em função do excesso de chuvas. Deverão ser colhidas 184.000 toneladas de algodão em caroço, quando a previsão inicial era colher 227.000 toneladas.
A redução da expectativa de produção da soja é de 4%. A estimativa inicial previa uma colheita de 7,35 milhões de toneladas e com o encerramento da colheita, a produção apurada é de 7,02 milhões de toneladas. A frustração na produção de soja ocorreu em função da estiagem e chuvas na colheita, impondo um prejuízo de R$ 70 milhões aos produtores. Com o feijão, a redução na previsão de produção provocou prejuízos de R$ 5,5 milhões que os produtores deixaram de ganhar.
Trigo e milho
A disponibilidade de recursos da ordem de R$ 33 milhões para o plantio de trigo, anunciadas pelo diretor de crédito rural do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, e a permissão do CMN para incluir o item chuva na colheita na garantia do seguro agrícola rural - Proagro, promoveram uma redução nas expectativas de plantio. Cerca de 70% da área prevista já está plantada, apontando para uma ocupação de 773.000 hectares. Na previsão anterior, o quadro do Deral apontava um plantio de 764.000 hectares.
O milho safrinha terá um incremento de 11,49%, que corresponde à elevação de 18.000 hectares na área plantada. Para Zardo, do Deral, o produtor apostou na safrinha e o clima está colaborando. Com isso, foi reavaliada também a previsão de produção para 2 milhões de toneladas do grão, que corresponde a um aumento de 100% sobre a produção do ano passado, quando foram colhidas 1,04 milhão de toneladas na época da safrinha.





